Mealheiro #29: Já estás a poupar para reforma?

Quem trabalha na juventude, repousa na velhice

Independentemente da tua idade, e quão longe ou perto possas estar da reforma, é importante que olhes para ela com alguma seriedade. Quanto melhor a tua preparação para a mesma, melhor será a tua qualidade de vida quando ela chegar. Não é um bicho de 7 cabeças. Cada pessoa tem um contexto diferente claro, mas todos podemos fazer por obter o melhor resultado possível quando for altura de nos reformarmos.

Noutros posts já falei sobre como gerir as tuas poupanças, e melhor aplicar as mesmas. Hoje, o objetivo é ajudar-te a evitar alguns erros muito comuns quando chega a altura de começar a preparar a reforma. Sendo assim, aqui vão os erros a evitar:

Achares que vais ter uma pensão de velhice

A sustentabilidade do sistema público de pensões nacional está em causa. Não te quero alarmar, mas efetivamente há que ser um pouco pragmáti@ em relação a isto. No melhor dos casos, a pensão do estado estará lá à tua espera quanto te reformares e terás ainda mais dinheiro porque também poupaste. No pior dos casos, estavas preparad@ e a boa gestão do teu dinheiro permite-te ter uma reforma tranquila.

Não dares prioridade à poupança para a reforma

Visto que a reforma é algo que, para muita gente, ainda está “muito longe”, há uma tendência geral de não nos preocuparmos demasiado. Ou seja, acabamos por adiar poupar para a reforma, porque temos outros objetivos de mais curto prazo. Não sejas uma destas pessoas, e distribui bem as tuas poupanças e os teus gastos por forma a conseguires ter um bom balanço entre necessidades e desejos.

Começares a poupar tardiamente

Se te estiveres a perguntar “Mas então quando é que devia começar a tratar disto?” a resposta é “Ontem. Devias ter começado ontem!”. Vamos a um exemplo? Vai ver o post que fiz sobre juro composto, e vais ficar a perceber.

Evitares risco nos investimentos

No que toca a investimentos, o povo Português tende a ser muito conservador. Produtos de capital garantido são o pão nosso de cada dia. E sim, cada pessoa tem o seu perfil de risco, e cada um é que decide aquilo que melhor se adequada ao seu perfil. Mas na altura de tomares esta decisão, pensa bem nas implicações de investir em produtos de baixo risco. Por norma, têm retornos bem baixos também, que dificilmente batem a inflação - o que significa que, efetivamente, estás a perder dinheiro e não a ganhar.

Pensares a curto-prazo

Quando se pensa em poupar para a reforma, deve-se pensar em horizontes temporais de décadas, e não de anos ou até meses. Isto ajuda-te a evitar ficares demasiad@ preocupad@ com oscilações dos mercados no curto-prazo, e também poderes usufruir ao máximo de possíveis juros compostos sobre os teus investimentos.

Não investires em produtos para a reforma

Embora este conselho dependa de vários fatores, e haja até opiniões divergentes sobre isto, a verdade é que em Portugal existem produtos focados específicamente no investimento e poupança para a reforma. Os PPRs, ou Planos Poupança Reforma, são produtos de investimentos fiscalmente mais vantajoso, visto que oferecem benefícios à entrada, assim como uma taxa mais reduzida sobre mais-valias na saída.

Desconheceres quanto tens/precisas de poupar para a reforma

Boa saúde financeira tem um pressuposto bastante importa: teres uma estratégia. Se não sabes porque é que estás a cortar nos custos, a poupar mais, ou a investir melhor, então vai ser muito difícil conseguires manter esses objetivos a longo prazo. O mesmo se aplica à tua reforma. Quanto é que gostarias de receber de pensão quando chegar a altura?

Não pensares em despesas extra na reforma

É comum pensarmos que, quando a reforma chegar, as despesas fixas reduzem. No entanto, há despesas “surpresa” que têm mais peso nesta fase da vida e que são frequentemente desconsideradas. Mesmo vivendo num país que suporta os nossos custos com a saúde, entre outros, convém acautelar. Para além de que um cuidado extra para despesas inesperadas, ou gastos momentâneos, nunca é demais.

Resgatares a totalidade dos investimentos na reforma

Quando o momento chegar, e tiveres que realmente começar a usufruir do dinheiro que poupaste para a reforma, não o retires todo de uma vez! É possível, e aconselhado, que vás tirando o dinheiro que precises de tempos a tempos. Isto permite-te controlar melhor quanto estás a gastar, e também continuar a rentabilizar o dinheiro que ainda está investido.


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