Mealheiro #22: O que é o Fundo de Emergência?

Um dia vale por dois, para quem diz "Já" e não "Depois"

O Fundo de Emergência é fundamental para todas as pessoas que pretendam controlar as suas finanças pessoais e deve ser dos primeiro passos para quem está a começar a poupar/investir. Este fundo refere-se à quantia necessária para superar um período difícil ou que não foi previsto.

Mas, o que é este fundo?

O fundo deve ser (ou é recomendado que seja) de 6 a 12 vezes o teu custo mensal padrão (quanto gastas por mês, em média), guardado ou investido nalgum produto com risco baixo e liquidez alta (facilidade em utilizar esse dinheiro). Afinal de que adianta um fundo de emergência se não podes utilizá-lo quando uma emergência aparecer?

E como sei quanto devo ter?

Uma pergunta que só tu podes responder. Para te ajudar a avaliar, tem em conta algumas situações inesperadas como, por exemplo, perderes o emprego, um problema de saúde, o teu carro avariar, ou outros imprevistos.

Benefícios

Controlar as tuas finanças pessoais não é tarefa fácil e por vezes vais tomar decisões erradas. Um fundo de emergência vai-te dar uma segurança acrescida para que, quando aparecerem tempos maus e/ou imprevistos, estejas tranquil@ para continuar a seguir a tua estratégia de poupança e/ou investimento sem interferir no conforto e bem-estar da tua vida, e poderes manter os teus objetivos a longo prazo.

Onde devo guardar/investir?

O Fundo de Emergência deve ter 3 características principais:

  • Liquidez: possibilidade de uso na mesma hora ou D+1 (no dia seguinte);

  • Segurança (baixo risco): guardado num lugar protegido pelo Fundo de Garantia de Depósitos ou produtos similares;

  • Rentabilidade: evitar ao máximo a perda de poder de compra perante a inflação.

Seguir esta ordem na hora de escolher é imprescindível. Algumas sugestões:

  • Deixar na própria conta-corrente;

  • Depósitos a prazo;

  • Colocar em Certificados de Aforro;

  • Uma combinação das opções acima - visto que os Certificados de Aforro só podem ser mobilizados ao final de 3 meses, poderá ser benéfico distribuires o teu Fundo de Emergência por diferentes opções.


Já começaste a criar o teu Fundo de Emergência? Concordas com o que disse, ou achas que há melhor formas de fazer isto?

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Depois disto, qual é o próximo passo? Isso depende muito de ti. Mas se achas que ainda precisas de aprender mais, aconselho-te a dares uma vista de olhos à página do Plano Nacional de Formação Financeira.


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